As emissoras comunitárias possibilitam que a população organizada possa exercitar uma nova forma de transmissão de conhecimento, pautada na democracia e na comunicação plural.
Na programação das comunitárias é priorizada informações e saberes locais, sem discriminação de qualquer natureza. Qualquer pessoa pode participar e emitir suas opiniões na programação de uma rádio comunitária. Essas emissoras têm como um de seus objetivos divulgar e valorizar as manifestações culturais da comunidade, contribuindo para um processo de integração sócio-cultural.
Para debater sobre os desafios e avanços das rádios comunitárias, contamos com a participação de Daniel Gonçalves, concluinte do curso de Ciências Sociais, com ênfase em Ciência Política. Daniel está em processo final de elaboração de seu trabalho de conclusão de curso (TCC) com o tema Rádios Livres e Comunitárias em Belém: Enfocando a Rádio Resistência FM e a repressão sofrida pelos comunicadores populares.
Para exemplificar a temática que iria ser trabalhada, Daniel utilizou o filme “Uma Onda no Ar”, que narra a história da Rádio Favela em Belo Horizonte. Para isso, foi repassado um roteiro de orientação de acompanhamento do filme, onde três indagações foram feitas:
1- O que motivou Jorge (personagem principal) a iniciar o processo criação de uma rádio comunitária na localidade onde morava?
2- Qual a reação da comunidade em relação ao surgimento de uma rádio comunidade em seu meio?
3- Como o Estado reagiu ao saber que mais uma emissora comunitária estava em operação?
Após a apresentação do filme foi perguntado aos participantes se eles haviam, no decorrer do mesmo, encontrado as respostas para as indagações feitas antes do inicio da sessão. Os mesmos, entusiasmamos, relataram de forma geral que: Jorge percebeu que poderia haver uma outra forma de comunicação, diferente daquela que ele estava acostumado a ouvir desde criança; os moradores gostaram do fato de ter em sua comunidade uma rádio em que eles pudessem ter falar e ao mesmo tempo participar; a reação do Estado foi de punição, argumentado que todos aqueles que estavam envolvidos com a comunitária estavam indo contra a lei.
Belém, 27 de março de 2009.
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